Alexandre Ramagem
ABIN Paralela
Já em dezembro de 2019 a então deputada Joice afirmou ter ouvido falar sobre uma "Abin paralela". Segundo seu depoimento à CPMI das Fake News, foi Carlos Bolsonaro quem teria tomado a iniciativa para criar a estrutura paralela, e também que teria sido ele quem havia indicado Ramagem para a chefia da Abin.[1] Em 2024, a Procuradoria-Geral da República viu indícios de que Alexandre Ramagem, enquanto diretor da Abin, teria se corrompido para evitar a divulgação de informações sobre o uso do software de espionagem First Mile durante sua gestão no órgão,[2] passando a ser investigado pela Operação Última Milha, da Polícia Federal.[3][4] No dia 25 de janeiro foi deflagrada a Operação Vigilância Aproximada, como desdobramento da Última Milha, tendo Alexandre Ramagem como um dos alvos de busca e apreensão.[5] Paulo Gonet, o procurador-geral, apontou o indício de pelo menos dez crimes cometidos durante a gestão de Ramagem.[6] Um relatório encontrado pela PF buscava encontrar vínculos entre o ministro Alexandre e o ministro Gilmar Mendes com o Primeiro Comando da Capital.[7] Após as operações da PF, Ramagem foi excluído do grupo de Whatsapp da oposição e do PL no Congresso.[8] Mesmo com as investigações, Ramagem continua sendo o principal candidato do PL à prefeitura do Rio de Janeiro na eleição de 2024.[9] Em 12 de julho de 2024, Ramagem publicou em rede social nota em que nega as irregularidades apontadas em relatório da Polícia Federal durante sua gestão na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), no governo Jair Bolsonaro. A declaração de Ramagem foi um dia depois de uma nova fase da operação Última Milha, deflagrada pela Polícia Federal.[10] Em 17 de julho, durante o interrogatório da Polícia Federal (PF) realizado no Rio de Janeiro, Ramagem negou ter conhecimento sobre a existência de um esquema paralelo de espionagem contra políticos e jornalistas.[11]