André Mendonça
Escândalo do Banco Master
Em fevereiro de 2026, assumiu a relatoria das investigações relacionadas ao chamado Escândalo do Banco Master. Segundo reportagens da CNN Brasil, ao revisar decisões anteriormente proferidas no processo, autorizou diligências técnicas solicitadas pela Polícia Federal (PF), incluindo perícias em materiais apreendidos, e estabeleceu critérios para custódia e análise dos dispositivos eletrônicos.[1][2] As decisões também disciplinaram o compartilhamento de informações com comissão parlamentar de inquérito, fixando limites de acesso e preservação do sigilo processual.[3] Em editorial publicado em fevereiro de 2026, o jornal O Globo avaliou que as decisões contribuíram para remover obstáculos à atuação da Polícia Federal e permitiram que a investigação seguisse o fluxo regular das operações policiais.[4] Em setembro de 2026, Mendonça determinou o afastamento do então chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Tal decisão decorreu a partir do pedido do Partido Novo ao Supremo Tribunal Federal (STF), baseando-se na extração de conversas envolvendo Andrei ao Banco Master,[5] abrangendo também o ministro Alexandre de Moraes.[6] Dois dias após o manifesto de Mendonça, Moraes retira o sigilo do inquérito das fake news, solicitando ao então presidente do STF, Edson Fachin, que analisasse acusações de "improbidade administrativa" contra Mendonça.[7][8] Na condução do caso, Mendonça também foi relator de medidas cautelares envolvendo investigados ligados ao Banco Master. Em março de 2026, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter prisões preventivas de Daniel Vorcaro e de outros investigados, seguindo o voto do relator, que apontou risco concreto à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal.[9] Em junho, a Turma confirmou decisões de Mendonça que haviam decretado a prisão preventiva de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do banqueiro, respectivamente, no âmbito dos desdobramentos da investigação.[10] No dia 2 de setembro de 2026, foi-se revelado pelo jornalista Paulo Motoryn, em publicação na newsletter Noites Húngaras, na plataforma Substack, a partir de mensagens e áudios extraídos do celular do Daniel Vorcaro, que, em 14 de março de 2025, Mendonça e Vorcaro haviam tido um encontro reservado no Instituto ITER, fundado por Mendonça em 2023, em São Paulo. O encontro foi articulado pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP).[11] Nas mensagens divulgadas, Ciro aparece comunicando a Vorcaro, em fevereiro de 2025, que estava com Mendonça e, posteriormente, que o ministro pretendia recebê-lo. Segundo o material divulgado, em uma das mensagens, Ciro enviou a Vorcaro uma fotografia em que aparece ao lado de Mendonça e afirmou que estava "trabalhando" para o banqueiro enquanto acompanhava o ministro a uma alfaiataria.[13] Em uma das mensagens de áudio, o advogado afirmou ter informado Mendonça sobre uma situação relacionada aos problemas enfrentados pelo Banco Master, de Vorcaro, junto ao Banco Central e mencionou que Cezinha também já havia conversado com o ministro sobre o assunto. As mensagens, contudo, não esclarecem o conteúdo específico dessas conversas.[11] Em outro áudio, Ciro afirmou ter deixado o ministro "balançado", de acordo com "Noites Húngaras", após tratar do assunto e relatou a Vorcaro que Mendonça pretendia recebê-lo.[13] Após a divulgação das conversas, o ministro admitiu o encontro, e seu gabinete afirmou que o ele recebera Vorcaro uma única vez, em março de 2025, por iniciativa do empresário para tratar de assuntos estritamente institucionais relacionados a um processo de precatórios. Afirmou que, na ocasião, Mendonça limitou-se a ouvir as ponderações e, posteriormente, ao julgar o caso no Supremo Tribunal Federal (STF), votou de forma estritamente contrária aos interesses do Banco Master e de Vorcaro, tendo inclusive votado a favor da manutenção da prisão preventiva do empresário em desdobramentos posteriores. Em relação ao episódio da alfaiataria, o ministro apresentou notas fiscais emitidas em nome de sua esposa, Janey Mendonça, totalizando 26 430 reais.[14][15] Ainda em 2 de setembro, o jornal O Globo revelou que, no mês anterior, o gabinete de Mendonça havia recebido Vorcaro para um depoimento, que foi mantido em sigilo. Esteve presente um juiz auxiliar que acompanha o caso, mas não a Polícia Federal (PF), já que o Conselho Nacional de Justiça determina que a equipe responsável pela investigação deve ser afastada desse tipo de oitiva. Após a publicação da matéria, o gabinete do ministro confirmou a ocorrência do depoimento.[16] Mendonça tornou-se alvo de críticas quando, durante o ano de 2026, divulgou informações sobre a apuração envolvendo o ex-líder do governo Lula no Senado Jaques Wagner (PT-BA) em julho e as mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes em setembro (este último causou uma crise no STF, de acordo com diferentes analistas);[17][18] mas, por outro lado, segundo deputados da Câmara, Mendon