Flávio Bolsonaro
Viagem em jatinho de Vorcaro
No dia 23 de setembro de 2026, a revista Piauí revelou que, em 19 de janeiro de 2025, Flávio Bolsonaro viajou de Fort Lauderdale, na Flórida, para Brasília a bordo de uma aeronave executiva do modelo Legacy 650, prefixo PP-NLR. A viagem ocorreu na companhia de sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, de suas duas filhas e do advogado e empresário Willer Tomaz de Souza. Posteriormente, registros de tráfego aéreo, documentos aeroportuários e dados do Registro Aeronáutico Brasileiro permitiram identificar a aeronave utilizada no trajeto.[1] À época da viagem, a propriedade do avião era compartilhada por meio da empresa Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A., estruturada em três cotas iguais. Uma das participações pertencia a Willer Tomaz, outra ao empresário Laércio Cosentino, fundador da TOTVS, e a terceira havia sido adquirida no final de 2024 pela Prime You, empresa da qual Daniel Vorcaro era sócio. Além de deter participação societária na aeronave, a Prime You também era responsável por sua operação por intermédio da empresa Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços.[1] A viagem ocorreu durante o período de negociação do financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O cronograma do investimento previa a realização de um aporte financeiro em 20 de janeiro de 2025, um dia após o retorno de Flávio Bolsonaro ao Brasil. Na mesma data, o senador entrou em contato com Thiago Miranda, apontado como intermediário das negociações, solicitando celeridade na análise jurídica relacionada ao investimento. As mensagens posteriormente reveladas indicam que Vorcaro pressionou interlocutores responsáveis pela operacionalização dos repasses, os quais sofreram atrasos em relação ao cronograma inicialmente previsto. A primeira parcela foi transferida apenas em fevereiro de 2025.[1] A mesma aeronave utilizada por Flávio em janeiro de 2025 tornou-se objeto de atenção pública posteriormente, quando foi identificada como o avião empregado em deslocamentos do ministro Alexandre de Moraes ao longo daquele ano, a quem Flávio Bolsonaro frequentemente criticava por ter usado o jatinho antes de sua própria viagem ter sido divulgada.[2][3][4]