Michelle Bolsonaro
Controvérsias
Em dezembro de 2018, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações financeiras suspeitas em uma conta no nome de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro.[a] Uma das transações bancárias realizadas na conta de Queiroz e citadas no relatório do Coaf é referente a um cheque de 24 mil reais destinado a Michelle Bolsonaro.[1] Para o site O Antagonista, o presidente Jair Bolsonaro disse que Fabrício Queiroz tinha uma dívida de 40 mil reais com ele, valor pago por meio de dez cheques de 4 mil reais depositados na conta de Michelle.[2][3] Mas, em agosto de 2020, quase dois meses após a prisão do ex-assessor parlamentar, a revista Crusoé noticiou uma quebra de sigilo da conta bancária de Queiroz, autorizada pela Justiça, revelando que ele e sua esposa Márcia Aguiar, depositaram cerca de 21 cheques na conta de Michelle Bolsonaro, entre os anos de 2011 a 2016, totalizando um valor de 89 mil reais.[4][5][6][7]
Por causa disso, Michelle foi satirizada pela banda Detonautas Roque Clube com uma música intitulada Micheque.[8][9] Seus assessores afirmaram que pretendem processar a banda por injúria, calúnia e difamação e ela cobrou de Jair Bolsonaro uma solução para a situação.[10][11] Ela foi ao Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil de São Paulo para prestar queixa e solicitar que a música fosse retirada das plataformas digitais e proibida de ser executada.[12][13] Indagado sobre a ação judicial, o vocalista da banda, Tico Santa Cruz, afirmou que "Ela tem que cobrar do Bolsonaro".[14]
Em 5 de abril de 2019, a Receita Federal notificou à Polícia Federal o acesso "sem motivação legal" por dois servidores do órgão às informações fiscais de Jair e Michelle Bolsonaro, considerados dados sigilosos. Enquanto sob investigação pela polícia, os dois servidores passam por procedimento correicional. Um deles, Odilon Ayub Alves, irmão da deputada Norma Ayub (DEM), alegou à polícia que o acesso se deu por uma "brincadeira" e negou o vazamento de informações.[15][16]
Em agosto de 2022, em uma postagem em sua conta no Instagram, foi acusada de intolerância religiosa.[17][18] Ao compartilhar na rede social, um story em sua conta de um vídeo, originalmente publicado pela vereadora Sonaira Fernandes (Republicanos), em que mostrava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebendo um banho de pipoca dado por representantes de um terreiro candomblecista na cidade de Salvador.[19][20] O ritual simboliza uma proteção espiritual para crenças como umbanda e candomblé.[21] Ao compartilhar o vídeo, Michelle escreveu, “isso pode né! Eu falar de Deus não”.[22]
A postagem gerou reações na sociedade civil.[23] Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro, condenou a publicação de Michelle, em entrevista ao jornal Extra e afirmou que "Michelle se usa de um conceito racista de que o que é branco e europeu é bom e deve ser exaltado. Já o que vem da África, do povo preto, é do mal. É uma ignorância porque nas tradições africanas há a figura do criador. Esse Deus dela tem origem no nosso continente".[23] A Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz, também se pronunciou sobre o assunto e afirmou sentir 'preocupação' com postagens desse gênero e em nota afirmou que: "em nome do respeito à fé, pedimos que a primeira-dama se retrate imediatamente, dentro dos princípios cristãos de amor ao próximo que afirma professar e aja em conformidade com as leis que regem nosso país, a fim de que seja verdadeiramente uma pátria para todos os brasileiros e brasileiras, indistintamente de opção religiosa ou política".[24]
Também houve reações no campo político, como de partidos como o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a deputada estadual de São Paulo, Leci Brandão (PCdoB) que condenaram a atitude da primeira-dama.[25][26]
A mãe de Michelle Bolsonaro, Maria das Graças Firmo, já foi presa por falsidade ideológica e a avó, Maria Aparecida Firmo Ferreira, por tráfico de drogas.[27]
Além disso, Michelle também possui pelo menos mais dois parentes próximos (dois tios) envolvidos com crimes graves. Um deles é João Batista Firmo Ferreira, preso por fazer parte de uma quadrilha que praticava grilagem de terras e homicídios[28] e Gilberto Firmo, que já foi preso por furto de carros[29] e pedofilia.[30]
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