Nikolas Ferreira
Vereação de Belo Horizonte e fraude eleitoral
Em 15 de novembro de 2020, foi eleito vereador de Belo Horizonte nas eleições municipais de 2020, sendo o segundo parlamentar mais votado na história da capital mineira, com 29.388 votos, perdendo apenas para Duda Salabert.[1][2] Após sua eleição, os partidos Rede Sustentabilidade (Rede), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e Partido Socialista Brasileiro (PSB) entraram com ações contra o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), por alegadas irregularidades no ato eleitoral, visando à impugnação de Ferreira. O PSB acusou o PRTB de usar a tática da candidatura-fantasma, e de burlar a quota feminina durante o processo eleitoral,[3] não cumprindo o percentual de 30% reservado a mulheres.[4] O Tribunal Superior Eleitoral julgou procedentes as ações e determinou a cassação dos votos do PRTB nas eleições municipais de 2020 em Belo Horizonte, que elegeu Nikolas Ferreira. Em razão disso, Uner Augusto, suplente que assumiu a titularidade do cargo após Ferreira eleger-se deputado federal, perdeu o mandato de vereador em razão da fraude eleitoral.[5] Na véspera de Natal de 2020, publicou um vídeo segurando um fuzil Taurus T4556, sugerindo que naquele Natal se oferecessem fuzis como presente, e agradecendo a Bolsonaro essa possibilidade.[6] No início de fevereiro de 2021, foi nomeado vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Belo Horizonte, sendo aprovado por quatro dos cinco integrantes do colegiado.[7][8] No mesmo mês, com base no entendimento que levou à detenção do parlamentar Daniel Silveira, enviou notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a prisão do ex-governador Ciro Gomes (PDT) e do deputado federal Marcelo Freixo, por proferirem afirmações que alegadamente atentariam "contra a vida e contra a instituição que é o governo federal.[9] Em março de 2021, afirmou priorizar o combate àquilo que designou de ideologia de gênero, pedindo sanções aos estabelecimentos de ensino que usarem linguagem neutra, embora sem especificar quais.[10] Nesse contexto, apresentou um projeto de lei à Câmara de Vereadores visando a proibir o uso da linguagem neutra nas escolas de BH, que foi aprovado em abril de 2023, quando Nikolas já era deputado federal. Vereadores de oposição argumentaram que o projeto é inconstitucional, em razão de uma ação direta de inconstitucionalidade movida no STF contra uma lei semelhante, aprovada em Roraima.[11][12] Em julho de 2022, após insultar verbalmente a comunidade trans e expor uma adolescente transexual de 14 anos nas redes sociais, que reivindicava o direito de usar o banheiro feminino consoante sua identidade de gênero,[13] passou a ser investigado pelo Ministério Público, acusado de LGBTfobia e violação do Estatuto da Criança e do Adolescente.[14][15] Em setembro de 2023, a partir dessa investigação, tornou-se réu por transfobia.[16]