Sergio Moro
Menção no inquérito de fraudes no INSS
Em junho de 2025, a Polícia Federal remeteu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito da "Operação Sem Desconto", que apura um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envolvendo descontos indevidos de aposentados e pensionistas. Os nomes do senador Sergio Moro, do ex-ministro Onyx Lorenzoni e do deputado Fausto Pinato foram mencionados no inquérito policial.[1] Moro foi citado no contexto de mudanças administrativas no Ministério da Justiça que teriam favorecido associações envolvidas nas fraudese, em paralelo, em outro inquérito relativo a acusações de extorsão feitas pelo advogado Tacla Duran. O ministro do STF Dias Toffoli acolheu o pedido de remessa dos autos ao STF por envolver autoridades com foro privilegiado, embora tenha ressaltado que não identificou conexão direta entre Moro e os descontos no INSS.[2] Em outubro daquele ano, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, afirmou que as denúncias contra fraudes no INSS poderiam ter sido investigadas ainda na gestão de Moro enquanto era o ministro da Justiça do governo Bolsonaro. Moro não alertou a Casa Civil nem o Ministério da Previdência sobre as investigações de descontos ilegais, sobre o que Vinícius declarou: "Esse trabalho que a CGU desenvolveu com a Polícia Federal, senador Sergio Moro, é um trabalho que podia ter sido desenvolvido durante sua gestão como ministro da Justiça, porque o senhor também recebeu denúncia sobre isso. Infelizmente, o senhor não encaminhou para a Polícia Federal e para a CGU".[3]